De qualquer modo dança.

De qualquer modo sente.

De qualquer modo o corpo contém o dia.

De qualquer modo as cores e o Músculo.

De qualquer modo o coração.

De qualquer modo sempre no Fundo a Memória.

Mas de qualquer modo sem TEORIAS.

De qualquer modo com a teoria da poética que não

existir teoria e só existir poética.

De qualquer modo a ciência atrapalha 1 pouco mas não

totalmente.

De qualquer modo Curiosidade.

De qualquer modo colecionar montanhas.

De qualquer modo acabar quando o ritmo exige que se

continue o ritmo exige coisas a que não devemos aceitar

obedecer ser escravos.

Paolo Pellegrin, 2006

Paolo Pellegrin, 2006

TAVARES, Gonçalo M., Livro da Dança, Lisboa: Assírio e Alvim, 2001