cois’alguma

de 16 Janeiro, 2018 Maio 11th, 2019 eu, histórias, nós

10.
I’m not depressed. I’m oppressed.

9.
A little life full of little pllobllems.

8.
Como é a voz de cristo?

7.

Sofia Fialho, Cruz, 2017

6.
O homem tem o sangue nas mãos quando mata.
A mulher mata todos os meses, uma vez.

5.
Prendi todas as cuecas no estendal, num dia de chuva.

4.
Esta noite, ao sair do metro na estação da Bela Vista, saiu ao meu lado um senhor magrinho, alto, com gravata, um saco da Swatch, outro da Guess e uma pasta mais pequena que os dois sacos. Tomou logo o primeiro lugar entre as pessoas que saíam e que agora subiam as escadas atrás dele e depois de mim. A maioria dessas pessoas saiu pelo lado esquerdo da estação. Ele, eu e outra rapariga friorenta saímos pelo lado direito. Ela, depois do portão de saída, continuou pela direita. Ele e eu fomos em frente. Ele parecia que fugia de alguém. E parecia que fugia de mim, porque a Bela Vista é um deserto alcatroado, portanto, olhando à volta, a única pessoa que o poderia violar, torturar, matar ou roubar, era eu. O que ele sentiu é claro, para além do medo.

3.
Há uma casa à beira da minha que tem sempre um velho e um cigarro à janela.

2.
É depois da inform que se esconde a acção.
Como é possível, num mundo que lacrimeja informação (da etimologia: a forma dada a uma ideia ou pensamento), não conseguimos chegar ao que realmente interessa? Quero dizer, tenho sempre a sensação de andar à roda da fogueira, do fogo que nos escondem e que, a descoberto, fará queimar esta merda toda.

1.
Heróis são aqueles que não se tomam por
tais
Os que choram por de
mais