rizoma

do grego rhízōma, o que está enraizado, tufo de raízes; fundamento, princípio, elemento.

Termo explorado por Gilles Deleuze e Félix Guattari na introdução de Mil Planaltos — Capitalismo e Esquizofrenia 2 e que aqui nos servimos como mote para pensar o nosso trabalho. Contém a ideia de livre-associação, como a estrutura mental, aliando as de nódoa, linhas de fuga e antigenealogia.

“Um rizoma não começa e não acaba, está sempre no meio, entre as coisas, inter-ser, intermezzo. A árvore é filiação, mas o rizoma é aliança, unicamente aliança. A árvore impõe o verbo «ser», mas o rizoma tem por tecido a conjunção «e… e… e…». Há nesta conjunção bastante força para sacudir e desenraizar o verbo ser. Onde é que vão? Donde partem? Onde é que querem chegar? São questões bem inúteis. Fazer tábua rasa, partir ou voltar a partir do zero, procurar um fundamento, implicam uma falsa concepção da viagem e do movimento (metódico, pedagógico, iniciático, simbólico…).” 2007:48

ver mais sobre a ideia guattari-deleuziana de rizoma

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