outro, do latim alter, um de dois, um e outro, o segundo, outrem; o que fica por nomear ou enumerar, o que se deixa para o fim, incategorizável.

alter ego, um segundo eu
alter idem, um segundo nós
unnus et alter, um e, depois, o outro

outro é um grupo multidisciplinar de reflexão e criação artística, fundado em Janeiro de 2017 e sediado em Lisboa. Começou por juntar-se em redor de escritos filosóficos e das ciências sociais, motivado pelo desejo de pensar a realidade actual e sobretudo reflectir sobre a tangente indivíduo-sociedade.

Apesar da sua génese teórica, o grupo procura afastar-se do academismo que permeia na arte que, embora não se declarando intelectual, se revela inacessível aos outros por ser pouco comunicativa. outro continua a ser um grupo de investigação, não obstante tenha sido capaz de ir construindo uma identidade própria, líquida, tentando reinventar-se a cada projecto não por ébria necessidade de ruptura mas por curiosidade, por identificar no mundo a mudança e não permitir que um auto-retrato dentro de si se cristalize.

Do outro fazem parte João Leão e Sílvio Vieira, artistas com percursos assimétricos que convergem justamente na vontade de cruzar as linguagens do teatro, cinema, literatura e artes visuais.

 

sobre este website

rizoma

Os conteúdos deste site são rizomáticos como o gengibre e do seu todo pode ser difícil distinguir uma direcção. Este espaço faz-se da soma e cruzamento das áreas de interesse de quem nele intervém, e a cada um é dada liberdade de falar e pensar sobre o que quiser. Esta dificuldade em perceber um sentido ou uma linha anuncia uma identidade líquida, aliás presente na palavra outro (sempre antecedida de e…), ecoando forçosamente na impossibilidade de ter juntas as palavras abstracção e categoria, de onde veio a divisão possível dos conteúdos em sapiens, invenção e tempo.

sobre as categorias do site, às quais chamámos gavetas

A categoria Sapiens divide-se em eu, nós e eles, uma separação convencional entre indivíduo e meio, entre “eu, os meus e os outros”. Por invenção entenda-se tudo o que pelo homem é construído — linguagem, ciência, arte, estruturas de poder, sistemas políticos e económicos, a civilização versus domesticação da natureza e a criação das ficções necessárias à ordem social (como a religião e as matérias do espírito, a lei, constituintes da imaginação colectiva). A gaveta das histórias é um espaço de narrativas livres, fantasia e imaginação.

O armazém guarda fragmentos recortados de outros autores. As palavras na etimologia são escolhidas pela história peculiar que contêm. Não pretendemos construir um dicionário completo, antes um índice de palavras cicatrizadas, transformadas e esquecidas. *outrodicionário

tempo

Reflexo do nosso olhar e por contraste à velocidade dos nossos dias, decidimos dedicar a cada objecto um tempo justo de reflexão, sem dar caso à pressa ou ao número de caracteres. O objecto é uma fonte inesgotável de discurso e por isso apresentamos pontos de vista e não totalidades, aceitando ainda a falência de cada tomada de posição. A permeabilidade no tempo e as múltiplas possibilidades em devir estruturam e dirigem o nosso pensamento numa vontade individual e colectiva.

corpo

Neste espaço procuramos traduzir ideias em palavras e imagens. Criámos este lugar virtual para afinar um discurso susceptível de encontrar corpo noutros formatos. Este é um projecto de procura contínua de pedaços, memórias, ideias e histórias no intervalo que cresce entre um e outro, num exercício tão divertido quanto impossível de concluir.

contacto correio@outro.pt

Eu Nós Eles, de Sílvio Vieira

sobre as categorias eu nós eles

ponto de vista e totalidade